A bebida dos Deuses, segundo Victor Sênior



Todavia, através dele passamos por cima disso e entramos em contato direto com o Divino, com o Mestre, seja lá por qual nome for chamado. No final das contas, esta bebida foi inventada por Baco, por um Deus para um povo que sabia realmente como viver, sua religião era a VIDA!, e plantavam VIDA! Não era necessário ir a templos para se oferecer aos seus deuses. Melhor, suas cerimônias eram simples pretextos, subterfúgios, desculpa para o que viria depois. Que Sócrates! Não foram as peças de teatro nem a filosofia nem aquelas estátuas peladas... Humpf... Foi a compreensão de que neste vermelho eles deixavam de ser humanos e se transformavam em deuses.'Os romanos compreenderam isso. Queriam se fazer de inteligentes, inventaram leis, conquistaram povos, mas no fundo, foram subjugados por este vermelho. Orgias e vinho, era isso o que eles sabiam fazer depois de mil anos. Não foi por acaso, portanto, que a Igreja também adotou este suco para sua liturgia. Ela transformou este sangue do povo, do populacho, em sangue divino. Com o aval do Todo-Poderoso! Que me dizem?
in CONTOS
A sensacional ilustração original, feita exclusivamente para este conto, é de HIJAK SKANK
Ilusões em três momentos
Bastante imaginação, um tanto de trabalho, uma sala, um pincel (ou caneta esferográfica!) e surge uma ilusão tridimensional bem na sua frente. No primeiro caso, um carro (o DeLorean, do 'De Volta para o Futuro', extremamente apropriado para a ocasião) salta aos olhos, se materializa e 'flutua' no ar. No segundo caso, um simples X, atravessa e divide uma sala. 'Sabemos' que é uma ilusão, embora não se consiga entender como foi realizada. Por isso, o segundo momento é bem interessante e até engraçado: é quando os autores mostram e revelam como o truque foi construido.
Agora, o terceiro momento é para mim o mais espetacular. É quando a câmera recua, depois de entendermos o esquema, e voltamos a ver a mesma imagem inicial. Pois aqui eu pensei que haveria um anticlimax, uma quebra de expectativa. Pois se já se sabe o 'truque', nada mais restaria a esperar; a explicação já teria sido dada. O conhecimento embotaria a magia.
No entanto, não é o que acontece. A câmera (e o nosso olho) demora uns segundos para se reajustar, mas a imagem final nos deixa ainda mais impressionado do que no começo. A sensação se torna mais poderosa, pois por mais que 'saibamos' a ilusão domina. Na verdade, é justamente por isso, porque sabemos, que acabamos subjugados.
in Artigos
Poetas, Elas, Poetas




Maria da Penha

sonhar, pedir aos meus santos... Enfim, declararam: nunca mais andaria.” De volta para casa, na cadeira de rodas, Penha ainda teve que fazer força para escapar de outra atrocidade do marido: ele tentou eletrocutá-la embaixo do chuveiro. Marco, então, foi embora para ficar com uma amante no Rio Grande do Norte.
Carta de apoio à Zetti

ADÃO, AIRON, ALAN SOUTO MAIOR, ALBERT PIAUÍ, ALCY, ALMEIDA, AMORIM, ANDRÉ BROWN, ANDRÉ DINIZ, ANDRÉ VALENTE, ANGELI, ATTILIO, AUDÁLIO DANTAS, BAPTISTÃO, BENETT, BIRA, BIRATAN, BRUNO LIBERATI, CAIO YO, CARCAMO, CARLUS, CARRIERO, CASSO, CAU GOMEZ, CESAR FREITAS, CIVAL EINSTEIN, CLAUDIO MARTINI,CLÉRISTON, CUSTÓDIO, DACOSTA, DANIEL ESTEVES, DANIELA BAPTISTA, DÊNIS MENDES, DIL MARCIO, DINO ALVES, DIOGO SALLES, DOUGLAS QUINTA REIS, DUKE, Dra BETÂNIA LIBANIO, Dra SONIA LUYTEN, EDGAR VASQUES, EDRA, EDU MENDES, ELOAR GUAZZELLI, EMILIO DAMIANI, EMMAN, ÉRICO ASSIS, FABIO SALES AGNATI, FAUSTO BERGOCCE, FERNANDES, FERNANDO COELHO DOS SANTOS, FERNANDO GONSALES, FLAVIO LUIZ, FLOREAL, FRED, GUALBERTO COSTA, HUMBERTO PESSOA, HUMBERTO YASHIMA, IEIO, IVAN CONSENSA, JAL, JBOSCO, JEAN, JÔ OLIVEIRA, JOÃO LIN, JORGE BARRETO, JORGE INACIO, JOTAA, JOZZ, JUNIÃO, JUNIOR LOPES, KLEVISSON, LAERTE, LAUDO, LEANDRO BIERHALS, LEANDRO ROBLES, LELIS, LUIS FERNANDO VERÍSSIMO, LUIZ CARNEIRO, LUTE, MACHADO, MANGA, MARCELO ALENCAR, MARCELO RAMPAZO, MARCIO BARALDI, MÁRCIO LEITE, MARCOS GARUTI, MARCOS VENCESLAU, MARINGONI, MASTROTTI, MAURICIO RETT, MAXX, MICHELLE RAMOS BARBOSA, MINO, MIRAN, MORETTINI, NEI LIMA, OMAR VIÑOLE, ORLANDELI, ORLANDO, PAFFARO, PAULO BRANCO, PAULO SETUBAL, PAULO URSO, PELICANO, QUINHO, RAPHAEL FERNANDES, RAY COSTA, RENATO LEBEAU, RENATO STEGUN, RICARDO SOARES, RICKY GOODWIN, RICO, ROBERTO RIBEIRO, RODRIGO ROSA, RÔMULO, RONALDO CUNHA DIAS, RUCKE, SANTIAGO, SERGIO GOMES, SERGIO MÁS, SIDNEY GUSMAN, SOLDA, SPACCA, SPETT, TONI DAGOSTINHO, TURCIUS, VERDE, VERONEZI, WILSON FIGUEREDO, WILL, WILLIAM MEDEIROS, ZÉ ROBERTO, ZÉLIO, ZIRALDO e ZUENIR VENTURA



in HQ
Poética em São Paulo
Poetas, prosadores, fotógrafos, artistas plásticos, perfomancers, músicos. Os artistas estão convidados a participar desse evento que promete ser um megaecontro das artes a ser realizado em junho na cidade de São Paulo. Para quem quiser participar, mostrar seu trabalho e sua arte, as inscrições vão até o dia 26 de março.

Poetas e escritores:
Os poetas e escritores poderão enviar no máximo 03 (três) textos, sendo poesia, soneto, crônica, conto ou prosa. Os trabalhos deverão ser enviados em formato PDF – fonte Arial 12, contendo as seguintes informações: nome completo/pseudônimo/e-mail e telefone para contato e os textos candidatos ao espaço no evento. O tema é livre.
Artistas Plásticos:
Deverão enviar proposta em formato PDF – fonte Arial 12, contendo as seguintes informações: nome completo/pseudônimo/e-mail e telefone para contato. O evento abre espaço para as seguintes artes visuais: fotografia, com os temas: Paulicéia (fotos sobre São Paulo) e Feminino Ser (fotos sobre mulheres). Desenho, Telas e Instalações. A proposta deverá ser encaminhada com 05 (cinco) imagens acerca do trabalho a ser desenvolvido.
Música:
Artistas individuais, grupos (bandas), música instrumental. A proposta de apresentação deverá ser encaminhada juntamente com o repertório proposto.
Teatro:
Será aberto espaço para performances teatrais que terão apresentações diárias, sempre a noite – sendo que as mesmas deverão respeitar os critérios do evento e ter cunho poético. As propostas de performances ou peças deverão ser encaminhas em doc.. Word, junto com o nome de todo o elenco, incluído autor e diretor. Em anexo também deverá ser encaminhado o roteiro/texto da mesma.
Oficinas, workshops e palestras:
As propostas devem ser encaminhadas em doc. Word, sendo que a duração máxima das atividades deverá ser de 04 horas de duração no máximo. Serão aceitas propostas cujo envolvimento esteja diretamente relacionado a prática da arte escrita.
Lançamento de livros:
O autor interessado em lançar seu livro durante o evento, deverá encaminhar um release sobre seu livro, foto de capa e contra capa, informações pessoais e proposta de formato de lançamento.
in Eventos
Queridos Trolls, os comentários agora serão moderados

Sempre soube que, mais cedo ou mais tarde, eu me sentiria, infelizmente, obrigado a moderar os comentários deste espaço desconcerto. Aos amigos e leitores vários que passam por aqui e, de vez em quando, deixam aqui uma nota ou um cumprimento ou um breve comentário, precisarão só ter um pouquinho de paciência, para que seu texto, pensamento, pergunta, ou discordância possa ser liberado.
Tive alguns encontros com trolls desde quando comecei a escrever e colocar idéias pela internet. Creio mesmo que são inevitáveis (se você tem algum tipo de espaço na internet, sinto dizer que vai acabar trombando com um, com certeza). Posso dizer que comigo foram poucas vezes (muito menos do que vejo acontecer em outros sites e blogs consideráveis); poucas vezes, mas sempre são chatos.
'Trolls', para quem não está ligado, são aquelas pessoas que se metem em sites e blogs alheios unicamente para encher o saco. Não querem discutir. Não querem trocar idéias. Não se interessam em propor ou discordar com algum discernimento. O seu prazer é somente de bagunçar, deixar uma 'marca', e continuar atazanando enquanto seu chiado continuar a ser lido. Algumas vezes (raridades) são articulados, sabem escrever, realmente são inteligentes e conseguem enganar por algum tempo. Entrei em uma roubada dessas, em um outro site que participava. Seus argumentos até que eram interessantes, bem montados, e pareciam convidar para uma verdadeira discussão. Suas idéias eram estranhas, mas a princípio pensei que era resultado somente de nossas opiniões serem opostas. À medida que trocávamos comentários, no entanto, um clima muito estranho foi se instalando no grupo, de discórdia e irritação constantes e sem sentido, de argumentos sendo repetidos e simplesmente ignorados, ou então ele pegava uma frase desconectada do texto geral e torcia seu significado, voltava para nós como estivéssemos tentando minimizá-lo e inferioriza-lo. Foi difícil e demorou um tempo para perceber o quanto ele estava se divertindo com a nossa ingenuidade.
Trolls assim tão bem articulados são muito raros, como disse. A maioria é simplesmente imbecil e nem consegue escrever direito uma frase com sentido. Não estou falando do costume 'internético' de se abreviar as palavras ao máximo; me refiro a analfabetismo mesmo. Metade das palavras utilizadas é de xingamento, outro tanto é de palavras vazias ou diretamente ofensivas e ou preconceituosas. Sua especialidade é pegar um ponto de discordância, jogar os xingamentos por cima e sair correndo. Provavelmente, enquanto escrevem devem ficar se coçando e dando risadinhas consigo mesmo, de puro gozo com a brincadeira besta.
A última coisa que se pode fazer com um troll é alimentá-lo, isto é, responder. Dar algum tipo de atenção só faz com que seu ego se infla, que a zoeira dê certo.
Desde que este espaço voltou à ativa, em setembro passado, houve dois ou três trolls que fizeram comentários e foram prontamente deletados. Mas me incomoda (e muito) que fiquem à mostra seja por que tempo for. São sujos. Impregnam de maledicência e imundície. As pessoas que passam por aqui não merecem isso.
Há dois detalhes que pretendo deixar bem especificados: 1 - Os comentários são um espaço aberto para qualquer tipo de manifestação. Às vezes, tenho a impressão de que pensam que é somente para elogios ou para quando haja somente total concordância com o que escrevo e penso. Não é verdade. Elogios sempre serão muito bem vindos, com certeza, mas as críticas e as discordâncias também e no mesmo nível. É bom ter discordância. Faz fluir as idéias. O debate fica rico. Eu só espero ter deixado claro acima o quanto uma simples discordância é muito diferente de uma 'trollagem' pura. Por exemplo, ofensas pessoais e ou morais são inadmissíveis. Caramba, isso é o mínimo, não?
2 - Um 'argumento' que recebi certa vez em outras discussões do mesmo tema, é que a moderação de comentários não é uma atitude 'democrática' do site e que isso contradiria minha suposta pregação da liberdade de expressão.
Isso é muito verdadeiro. Este site não é democrático. Este é um espaço meu, Claudinei Vieira. Aqui entra o que eu quero, do modo que eu quiser. A única outra pessoa com igual poder dentro deste site é o Hijak Skank que, em muitos aspectos é o verdadeiro responsável para que o Desconcertos exista. Acho que a palavra fundamental aqui é Respeito. Compartilhamos várias opiniões e uma certa visão de mundo; em vários outros pontos discordamos e isso nunca impediu de realizarmos trabalhos em conjunto, pois sabemos como acomodar nossas discordâncias, respeitamos nossas diferenças.
Esse é um ponto que prezo demais. Se o que digo, escrevo e expresso nesse site (e em qualquer outro lugar ou circunstância) merece ser ouvido, lido ou discutido, só posso ficar contente e acreditar que estou fazendo alguma coisa que vale a pena. Se no meio disso, ataco fortemente a crença ou a disposição de qualquer pessoa, bueno, estou aberto a qualquer conversa, podemos discutir qualquer limite. Se realmente ofendo profundamente o âmago de qualquer ser, então me sinto livre para perguntar: pô, o que está fazendo por aqui? Não escondo minhas idéias. Ao contrário, estão todas escancaradas e abertas à visitação. Se realmente não há nenhum ponto mínimo de convivência ou de troca, qual o sentido de parar e perder tempo? Muito mais fácil é encontrar lugar que lhe seja mais aprazível. A blogosfera é estupidamente grande e alternativas não faltam. Agora, se mesmo estando tão desconfortável ainda assim tiver disposição para uma conversa franca, maravilha!, desconcertaremos juntos.
O que não posso (em momento algum!) é aceitar leviandade e ofensa gratuita. Os meus amigos não merecem. Os leitores que eventualmente passam por aqui não merecem. Portanto, não vou permitir que trolls inconsequentes faltem com o respeito comigo, com este site e com os leitores.
in Artigos
Tchekhov

pensamentos e anseios. Simplicidade não quer dizer simplismo. A apresentação é sempre rápida, mas percebemos o quanto são complexos, amplos, inteiros. Vivos. 
se resolver no ultimo ato. Como em qualquer peça que se 'preze'. A temporada foi interrompida após cinco apresentações. A sensibilidade de Tchekhov ficou tão abalada que ele jurou que nunca mais voltaria a escrever para o teatro. 

funcionam com uma maravilhosa e autêntica perfeição. Entre o que é razão e des-razão ou simplesmente loucura e onde elas se localizam a ponto de levar o especialista a ‘virar de campo’, o que sobra é uma obra magnífica, de extrema simplicidade e efeito duradouro. Impossível para nós, brasileiros, não percebermos as absolutas semelhanças entre este e o nosso também famossíssimo "O Alienista’, não só pelo tema, pela narrativa, e pelo final, mas inclusive pelas idéias. Dá para sentir a ‘voz’ de Machado, por exemplo: -
Luminária amarela

Piva

Roberto Piva: URGENTE



Nada é o que parece para Patricia Highsmith


ou uma ‘quase’ fantasia em “Uma garota como Phyl”. Ela brinca com nossa ansiedade ao criar em poucas páginas um impressionante suspense, pela possibilidade do ataque de um pedófilo em “Um homem muito gentil”, ou nos faz deslizar pela amizade de um cão pelo seu dono, em “O melhor amigo do homem”, através da aparente vida fracassada do personagem principal.
Os prefácios de Henry James


Mulheres de Hijak Skank
Mulheres de Hubert de Lartigue
Tulipio 10!
É simples. O 10° número da revista do mais simpático e carismático frequentador de bares e xavecador de mulheres à volta e contador de histórias de bêbado e filósofo de botequim, está à disposição. Com direito à lançamento na HQMix, na Praça Roosevelt, 142. Os outros bêbados, isto é, os autores, Paulo Stocker, ilustração, e Edu Rodrigues, texto, estarão presentes.
A revista é gratuita. Você chega, ganha uma, e se diverte. Simples. Parece mentira. Ou conversa de bar. Ou papo de garçom ('Vai mais um chope?') Mas é verdade.
Amanhã, sábado, 23 de janeiro, a partir das 19:30.
Dramaturgo renasce depois de pesadelo

Apresentando uma nova e revolucionária tecnologia: o Livro!
The Runaways - em Sundance


on fire', com Denzel Washington). Ela acabou de participar da saga 'Crepúsculo', em 'Lua Nova, mas isso eu não vi, e não acho que esse filme sirva como parâmetro de atuação.
Skoob - Desconcerto


Artigo 5°

Quem estiver interessado nos antigos números, podemos passar a coleção. É só ligar para redação: 32 372390 / 31513326."
A cara feia e azul do Avatar
![]()
De quando Frank Miller era bom: "Martha Washington"


Daqui surgiram 'Hard Boiled' e a série Martha Washington (e, mais tarde, 'Sin City', claro). Miller estava no auge, estava animado, e isso se reflete na sua escrita. Interessado mais em escrever do que desenhar aqui, ele fez parceria com Geof Darrow, para 'Boiled', e com Dave Gibbons (o consagrado desenhista e co-criador de 'Watchmen') para 'GIVE ME LIBERTY', a primeira minissérie da saga de Martha Washington.
Gibbons. Ao furacão criativo faltou um pouco de equilíbrio artístico, o que faz com que o resultado final da série não constitua uma das obras-primas de Frank Miller, mas empolga, emociona, transcende. Martha Washington é um personagem sólido e magistralmente construído e um dos pontos altos de toda a carreira do quadrinista. Mesmo quando a história se enreda em uns labirintos fantásticos, sua persona, suas reações e seu crescimento são coerentes e coesos.
páginas, todas as séries incluídas, do nascimento à morte de Martha, com depoimentos de Miller e Gibbons e páginas com a arte conceitual, que nos permite 'ver' a criação de Martha. in HQ
INVICTUS. Boa forma de Clint Eastwood em filme descartável



uma cinebiografia completa do líder africano), mesmo não fazendo muito mais do que imitar a postura e manter o tom de voz usado por Mandela, e a direção discreta, competente e muito simpática de Clint Eastwood. Clint, aliás, continua mantendo essa impressionante regularidade em seu trabalho, mesmo alternando momentos de baixa criatividade com outros de sublime qualidade ('Menina de Ouro' é um bom filme, nada espetacular, mas bem assistível; 'Gran Torino' é um clássico, um dos melhores de sua filmografia e do cinema norte-americano dos últimos anos; 'A Troca' também tem uma história interessante e também foi filmado com a costumeira segurança de Eastwood, além de trazer Angelina Jolie, mas é de uma chatice dolorida. Para citar só os mais recentes). 'Invictus' se coloca no meio termo. História dignificante, recheada dos clichês dos filmes de esporte redentor, com uma pitada de filme histórico com preocupação social. Não mais, nada além. Também, nada menos. Bom de assistir, moderadamente emocionante, e muito fácil de esquecer.
in Cinema
Satã responde a Pat Robertson

Pat Robertson é o teleevangelista que disse em um programa que recolhia donativos e materiais de ajuda para as vítimas do terremoto no Haiti que a tragédia tinha sido resultado de um pacto que os haitianos fizeram com o Demônio. Por conta disso, todo os problemas e sofrimento, não somente com essa recente tragédia, mas em toda a sua história desde a independência.
Robertson conseguiu, é claro, o que queria: o burburinho e a polêmica a sua volta. Chamou a atenção inclusive do próprio Demônio! que fez questão de escrever uma resposta publicada no jornal Minneapolis Star-Tribune. Obviamente, não foi o próprio que o fez. A autora chama-se Lilly Coyle, que se colocou no lugar do Demo para imaginar como ele teria reagido às declarações do evangélico. O resultado foi visto pela Cynthia Semíramis que fez o generoso trabalho de traduzir o texto em seu blog (o CIN CITY) de onde pego emprestado.
É curtinho, mas muito certeiro!
"Querido Pat Robertson,
Eu sei que você sabe que qualquer publicidade é boa publicidade, então deixe-me dizer, antes de qualquer outra coisa, que eu apreciei o comercial. E você fez Deus parecer um babaca cruel, que chuta as pessoas quando elas já estão no chão, então achei bem legal.
Mas quando você diz que o Haiti fez um pacto comigo, aí a coisa muda de figura : fica totalmente humilhante pra mim. Eu posso ser a encarnação do Mal, mas não sou nenhum moleque. Do jeito que você colocou a coisa, ficou parecendo que um pacto comigo deixa as pessoas desesperadas e empobrecidas. Tá bom, claro que deixa, mas só no além. É bom lembrar que quando eu faço um trato com as pessoas, primeiro elas ganham alguma coisa aqui na Terra : glamour, beleza, talento, dinheiro, fama, glória, um violino de ouro. Os haitianos não têm nada, e eu quero dizer nada mesmo. E já não tinham desde antes do terremoto. Você nunca assistiu a “Crossroads” ? Ou “Malditos Yankees” ? Se eu tivesse algum negócio rolando com o Haiti, pode acreditar que eles teriam montes de bancos, arranha-céus, SUVs, boates exclusivas, botox – esse tipo de coisa. Um índice de pobreza de 80% não é meu estilo, não mesmo. Nada contra, só estou dizendo : não é assim que eu trabalho.
Você vem fazendo um excelente trabalho, Pat, e eu não quero cortar suas asinhas, mas peraí, assim você me deixa mal na foto. E não quero dizer “mal” do jeito bom. Continue culpando Deus, tudo bem. Isso funciona. Mas me deixe fora disso, por favor. Do contrário, posso ser obrigado a rever seu contrato comigo.
Boa sorte"
in Artigos
Imbecilidade à toda. E em vídeo.
update - Estava deixando esse passar. Acrescento agora. A do cônsul do Haiti no Brasil, afirmando que a desgraça de lá é até bom, pois assim eles ficam conhecidos aqui e que o problema é esse negócio da macumba que todo africano traz...
in Artigos
Última atualização ( Sáb, 16 de Janeiro de 2010 10:44 )
Sábado de Quadrinhos e Literatura e Poesia



Orbe na Trama

Gravar e distribuir muita música na "faixa" e tocar em tudo quanto é lugar que aceitaram a gente, desde que não seja em horário comercial... Temos contas para pagar.
Acordo resolve polêmica sobre Programa Nacional de Direitos Humanos
Os itens que provocaram polêmica com setores do agronegócio e da Igreja Católica, por exemplo, estão todos mantidos. Várias dessas ações propostas dependem de projetos de lei. Portanto, não há garantia de que sejam aprovadas tal como propõe o texto elaborado pelo governo.
Wallander e o fraco sorriso de Kenneth Branagh

de simplicidade fazendo com que as histórias sejam uma colcha de retalhos entre o registro policial, espionagem internacional, beirando a fantasia e a chacota. Li dois livros de Mankell, tentei um terceiro, desisti e deixei de lado.
No cômputo geral, 'Wallander' é agradável, dá para assistir numa boa, o saldo é positivo. Não me fez querer ler os livros de Mankell (na verdade, só reforçou a impressão negativa que tenho dele como escritor), mas vou aguardar os próximos episódios, se não com ansiedade, pelo menos com bastante curiosidade.

ps. eu acabei não fazendo nenhuma referência a uma outra série de Wallander. Ela existe há anos, é de produção totalmente sueca e me parece que ainda está sendo produzida e exibida. Não faço a menor idéia se já foi exibida fora do seu país. Se houver possibilidade gostaria muito de ver e comparar os respectivos Wallander. No momento, só estou na vontade.
Última atualização ( Qua, 13 de Janeiro de 2010 08:18 )
Museu em memória das vítimas da ditadura

Tortura não é uma questão de passado
Tortura ainda é praticada no Brasil, diz cientista políticoNão vamos preparar nenhum projeto. Não seria nosso papel. Podemos oferecer pistas e sugestões.
in Artigos
Orelha de Claudinei Vieira - revista MUITO: Entrevista completa


Anistia dos torturadores da ditadura militar
Ao Ministro da Defesa Exmo. Dr. Nelson Jobim
Skiff Reader. O livro digital agora é real.



MORTE – A FESTA



Além do que, Death, nossa querida Morte, está aqui, com todo seu charme. Em plena ação. E isso valeu tudo.
in HQ
Abertura dos arquivos da ditadura
Decreto publicado ontem (dia 06 de janeiro) no Boletim Oficial determina 'a abertura dos arquivos da ditadura militar no país com a retirada da classificação de 'segurança' de toda a documentação e informação relacionadas às Forças Armadas no período entre 1976 e 1983'.





















