Puta susto me achar aqui dentro, seu maluco! Concordo contigo, Ruffato é excelente. Beijo, tá me devendo um café...
| De gasolinas, Lisboas, oxigênios |
| Escrito por Claudinei Vieira |
| Ter, 15 de Setembro de 2009 02:47 |
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Não sei se é somente impressão minha. Como este desconcertos esteve em reclusão desde o ano passado e voltou à ativa somente há poucas semanas atrás, pode ser que isso afete minha objetividade. No entanto, apesar de não estar participando dos eventos e ficar um tanto distante dos movimentos das letras em 2009, nunca deixei de saber e acompanhar as notícias e os comentários. Não que não tenha acontecido nada nesse período passado (aconteceram), mas creio que posso dizer, com razoável segurança que este segundo semestre está sendo de reanimação geral, uma espécie de revigoração, com muitos mais lançamentos e eventos ligados ao mundo da literatura. Estou sentindo que as pessoas estão respirando mais, com mais vontade. Claro, pode ser que essa minha visão seja somente reflexo da minha própria disposição. Pode ser. ![]() Mas sei que hoje, dia 15 de setembro, Luiz Ruffato está lançando livro. Um mineiro de Cataguases, desiludido com o amor, seu casamento, e com a falta de emprego, resolve virar as coisas e ir para Portugal. As prováveis surpresas e aventuras do personagem Sérgio certamente trarão as mesmas surpresas para o leitor. ‘Estive em Lisboa e lembrei de você’. Mais um livro da coleção 'Amores Expressos' e dos mais aguardados. Eu o aguardava, com gosto, embora esteja realmente ansioso pela continuidade da saga 'Inferno Provisório', do qual este livro é uma pausa. Luiz Ruffato, com sua prosa refinada é um dos melhores autores brasileiros em atividade e sem dúvida dos mais respeitados. ‘Estive em Lisboa e lembrei de você', lançamento hoje, na Livraria Cultura (Conjunto Nacional - Avenida Paulista, 2073 - São Paulo). A partir das 19 h. ******************* Dois Minutos de Gasolina para Meia Noite ![]() ![]() Ricardo Carlaccio é uma figura ímpar da literatura paulistana que consegue reunir liberdade de pensamento e de atividade, qualidade literária, temática urbana e contemporânea, e produção constante e coerente. Está aí na onda seu novo livro, o 'Dois Minutos de Gasolina para Meia Noite'. Carlaccio produz ele mesmo suas obras, e ele mesmo as vende, o que sempre considerei de uma coragem e de uma disposição tremendas, muito mais do que muita gente, muito mais do que eu próprio. Neste volume, um prefácio precioso do Ademir Assunção: A ARTE DE ROUBAR CAVALOS NO PLAYGROUND DE DEUS Estórias de estradas com trilha sonora de Van Morrison. Ou uma legião de perdedores que se encontram por acaso em um boteco de luzes avermelhadas e jukeboxes que tocam antigos sucessos de Belchior. Sejam eles garotos estradeiros, putas que se apaixonam por um ou outro cliente, boxeadores que perderam tudo - menos a dignidade -, ou velhos que partem para uma última visita à mulher que mais amaram em toda a vida, os personagens de Ricardo Carlaccio parecem cientes dos jogos ardilosos de Deus, mas todos tentam escapar. Seja seguindo de carona para um destino incerto ou apontando o cano do 38 para a própria cabeça, todos tentam escapar de alguma maneira. Como suas criaturas, o criador (estou falando do escritor, não de Deus) também parece desconfortável no jogo de cartas marcadas que sempre acaba com alguém estirado atrás do balcão ou, o que é pior, sugado pela máquina de moer culhões e transformar cavalos selvagens em dóceis cordeirinhos. Se os personagens destas estórias se refugiam em velhos Mavericks e aceleram cada vez mais o motor, numa epopeia sem rumo e sem volta, é na escrita que Carlaccio encontra seu refúgio. É nesta floresta de signos que ele se embrenha, punhal em punho, para tentar cortar os cordões que prendem as marionetes. Como “aquele cara que começa inocente e vai mostrando o canivete, depois o punhal e, por fim, uma metralhadora.” Dando de ombros às regras, às trapaças e ao olhar vigilante do dono da banca, Ricardo Carlaccio roubou a coroa do Rei de Copas, passou a mão na bunda da Rainha de Paus e levou a risca o conselho de Raul Seixas: “antes de ler o livro que o guru lhe deu, você tem que escrever o seu”. Ele já escreveu vários. E tudo indica que vai continuar escrevendo. É assim que leva seus fantasmas para um longo passeio. Nos infernos, nos inferninhos, onde os mensageiros celestiais costumam perder suas almas nas noites de sexta-feira. (Ademir Assunção) O livro tem 84 págs no formato de 12 x 18 cm e custa 10 reais. Pra comprar, pelo e-mail:
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. Logo mais haverá um festa de lançamento que está sendo combinado lá no Sebo do Bac, na Praça Roosevelt, logo mais teremos notícias. **************** Umbigo Sem Fundo ![]() ![]() Aprofundando o compromisso e a seriedade da Companhia das Letras em trazer obras de quadrinhos com o que de melhor está acontecendo neste universo, hoje em São Paulo o lançamento de 'Umbigo sem Fundo', de Dash Shaw. Depois de lançar o livro na Bienal do Rio, o autor agora participa de um debate com os premiados quadrinistas brasileiros Fábio Moon e Gabriel Bá. Vai ser na Saraiva Megastore do shopping Pátio Paulista, às 19h30. Mais para frente, discutirei com mais precisão essa obra que trata de desestruturação familiar, desencontros amorosos, desajustes pessoais, tudo detonado pela decisão de um casal acabar com seu casamento de quarenta anos e a reação particular de cada um de seus três filhos. Por enquanto, eu gostaria de registrar a opinião de Paulo Ramos, no seu Blog dos Quadrinhos. O Paulo, cujo trabalho respeito tremendamente e cujas opiniões lúcidas e objetivas (os quais, em sua maioria, tenho profundas concordâncias) tornam seu blog uma referência nacional sobre o assunto, escreveu o seguinte post: "Há um inevitável estranhamento no primeiro contato com "Umbigo sem Fundo", obra do selo Quadrinhos na Cia. que começou a ser vendido neste mês nas livrarias (R$ 59). O incômodo inicial é por conta do tamanho do livro: 720 páginas, algo incomum no mercado brasileiro. Fica até a dúvida o produto de 1,1 kg é mesmo um trabalho em quadrinhos.Assimilada a ideia de que as páginas trazem, sim, quadrinhos, começa um outro - louvável - estranhamento: entender exatamente qual é a proposta da obra. Tal qual um trabalho literário, traz uma narrativa sobre relacionamentos humanos, pronta a ser descoberta, página após página. E ajuda a instigar o diálogo entre literatura e HQ. * Sabe-se - ou defende-se - que quadrinhos e literatura compõem linguagens distintas e autônomas. Mas nunca se negou que exista uma forte relação entre as duas áreas. "Umbigo sem Fundo" ajuda a aproximar essas fronteiras. O modo de narrar a história é semelhante ao lido nos romances ou contos um pouco mais longos. Há também uma intenção editorial nesse sentido. A lombada do livro, escrito e desenhado pelo norte-americano Dash Shaw, registra que a obra reúne "vários tipos de gêneros". São listados seis: família, comédia, drama, horror, mistério (este, sublinhado) e romance. Há muito de família e de romance. Pouco do restante. * A história relata o encontro da família Loony. A reunião foi marcada na casa de praia dos pais, Maggie e David, que decidem se separar após 40 anos de união. A separação permeia o reencontro com os três filhos - Dennis, Jill e Peter - e com os netos, mas serve também como forma para cada um reavaliar a si próprio e(m) seus relacionamentos. Não é uma narrativa excepcional, assim como não era "Retalhos", uma das obras que inauguraram o selo de quadrinhos da Companhia das Letras. Mas ambas apresentam bons relatos ao leitor, acentuados pela forma como são narrados. Ou, como acertadamente queria Will Eisner, tornam-se novelas ou romances gráficos. * O debate se quadrinhos são literatura pode avançar se for mudado o foco da análise. Embora autônomas, as duas manifestações artísticas apresentam diálogos. O que resulta, então, dessa aproximação? Quais são os elementos literários presentes nos quadrinhos e - questão geralmente esquecida - como estes os recriam? A obra de Dash Shaw ajuda a trazer algumas respostas. Uma delas, a título de exemplo, está em Peter, caçula dos Loony, desenhado com dedos de Mickey Mouse e rosto de sapo. Seus traços revelam de imediato que ele destoa dos demais familiares. É uma resposta visual à personagem plana - menos complexa - imaginada por E. M. Foster para o romance. * Há outras soluções próprias, que os quadrinhos recriam a partir do literário, inclusive na temática, mas que ganham outra cor e forma na linguagem em que estão abrigados. Sístole e diástole, aproximação e fronteira, romance e quadrinhos. Há dualidades entre o literário e o quadrinístico que já passou da hora de serem investigadas. Os autores de quadrinhos já criaram um catálogo suficiente que justifica um madurecimento entre os dois campos, ora com contribuições estéticas maiores, ora menores. As páginas criadas por Dash Shaw se enquadram nas contribuições maiores. É um bom exemplo para entender melhor como se dá a aproximação - e a recriação - entre as áreas." Post muito curioso esse. Ao mesmo tempo em que levanta a bola com classe para uma discussão que, sim, já está mais do que na hora de se enfrentar, e para o qual já existe um extenso material, de qualidade e à disposição, no entanto, algumas frases me deixaram um tanto surpreso com o pensamento de Paulo Ramos que, ao meu ver, até entra em uma certa contradição com alguns ditos anteriores (em especial, lembro quando se comentou uma edição da revista 'Discutindo Literatura' - Especial de Quadrinhos, um post que considerei irretocável). Aqui as proposições são um pouco mais amplas e meio complicadas. Uma frase, por exemplo, que parece extremamente simples à primeira vista "Há outras soluções próprias, que os quadrinhos recriam a partir do literário, inclusive na temática, mas que ganham outra cor e forma na linguagem em que estão abrigados", na verdade é de um reducionismo tremendo e aponta para posições diretas. Pode-se perguntar por que 'se recria', e questionar esse 'a partir do literário', e se isso já não pressupõe uma espécie de subordinação de uma arte pela outra, e não somente um diálogo entre dualidades. Talvez esse 'encontrar o que há de literário nos quadrinhos' já seja um começo meio complicado. Estou jogando esses pensamentos na quentura da hora, preciso sistematizá-los para fazer uma discussão séria da minha parte. Por essa razão, não quero criar falsa polêmica, principalmente com Paulo Ramos que, como já disse, respeito demais, e é mais que provável que o estranhamento esteja equivocado. Digamos que, para o momento, deixo registrado este meu estranhamento. Voltarei a essa conversa. **************** Em Recife, no dia 17 de setembro, próxima quinta, o lançamento de 'Shangrilá, de Marina Porteclis, durante o 1º Encontro sobre Literatura Lésbica de Pernambuco. ![]() ![]() A autora comenta em seu blog: "Existem, em minha vida, dois cenários para os quais, ao menos em pensamento, sempre hei de retornar. Em ambos vivi muitos dos melhores dias desta minha existência, que se não é eterna, é singular pela força despendida em cada dia e pela vontade de que seja. Um destes cenários foi homenageado no conto Aquários, onde empresto à rua onde morei e que beirava a praia de Garça Torta, situada no litoral de Alagoas, algumas personagens forjadas em meu imaginário, em meio à maresia e ao som das ondas que até hoje ouço antes de adormecer, embalando meus sonhos. Quem leu o conto sabe bem do que falo. Findo o texto, senti desde então que restava pendente uma outra homenagem: eu ainda precisava retornar, pelo menos através das palavras, a um outro recanto tão especial quanto o de Aquários. Entretanto, alguns anos se passaram e outros tantos contos foram escritos antes de, finalmente, me aventurar neste segundo passeio. Até que, num dia cinza e de chuva – como a maioria durante os quais escrevo –, sentei-me defronte à tela iluminada onde dedilho minhas palavras e, respirando fundo, dei o primeiro passo rumo ao meu segundo e querido cenário, palco de tantos sorrisos, tão ingênuos quanto inteiros. E, valendo-me das paisagens, andando por dentro e por fora de mim e de lá, fui caminhando, caminhando, caminhando de volta, sem pressa, sem hora, até revisitar todas as minhas memórias e chegar a Shangrilá. O que, a princípio, seria um conto, transmudou-se em livro e é este o título que lhes apresento. Na última página escrita, o alívio: meu segundo cenário restava finalmente e fielmente descrito. Mas, para minha surpresa, a homenagem tornou-se maior ainda e é isto o que hoje venho contar: a Editora Malagueta publicou meu segundo “passeio” e, graças a isto, posso convidar a todos para trilhar também por Shangrilá. Sejam bem-vindos. Marina Porteclis." Sobre o 1° Encontro sobre literatura lésbica de Pernambuco, Laura Bacelar, da editora Malagueta convida: 1º Encontro sobre Literatura Lésbica de Pernambuco e noite de autógrafos do livro Shangrilá 17 de setembro, quinta-feira, a partir das 18h30 Livraria Cultura Paço Alfândega R. Madre de Deus, s/n, Recife Telefone (81) 2102-4033 ************** ![]() ![]() No Rio, a carioca Bruna Beber lança seu segundo livro, BALÉS, pela editora Língua Geral. Dia 18 agora, de setembro. Sexta-feira próxima portanto. Na Livraria da Travessa (Rua Visconde Pirajá, 572). Depois ela irá para Londrina, dia 26, e virá para São Paulo no dia 30. Peguei este poema, 'estudo sobre as substâncias', do seu blog, mídias virgens & condessa buffet. Não sei se faz parte deste seu novo livro (creio que não), mas achei muitíssimo interessante. estudo sobre as substâncias felicidade é o que tem dentro das bolinhas de papel e se arremesso lá vai ela pela porta na careca do inspetor brincar de pique, apostar corrida numa perna só quica sobe vira pipa nos braços livres do céu cai de algodão das nuvens e de sono nas penas dos travesseiros a felicidade é muito mais desconcertante que a dor. ************** E a Tatiana Carlotti aumentou a amplitude do seu blog, o Atalhos Urbanos, e criou um boletim cultural, o 'Oxigênio Literário' (que ótimo nome!). Agora, ao lado de suas crônicas e contos, sua sensibilidade também aponta para dicas e acontecimentos: "Acabo de montar o boletim Oxigênio Literário (O2L), na intenção prá lá de modesta de contribuir com boas leituras e antecipar a agenda de eventos. Na realidade, trata-se de um "acontece", uma dose de oxigênio semanal indispensável à boa vida! Hoje, indico a leitura de uma entrevista deliciosa com o Jacques Rancière na Cult desse mês, alerto para a vinda do Pedro Juan Gutièrrez à Bienal do Livro em Pernambuco (outubro) e publico a programação do seminário sobre o Benjamin que a Olgária Matos está dando na Maria Antônia (São Paulo). Fôlego longo para o nosso Oxigênio!
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cara Thania, discordo veementemente de ti. 'Mafalda' não é uma 'historinha' bacaninha. É sensacional e estupenda, engraçada e p... - 27-06-2010___ thania...
mafalda é uma historinha muito interessante. Pra contar ás crianças... que gostam de ouvir por isso é muito importante sempr... - 27-06-2010___ anders...
cara me desculpe, depois de assistir alguns filmes, gosto de procurar coisas na net e achei este site. tenho de vir a discordar... - 21-06-2010___ Julian...
Obrigada pela agilidade na resposta. Eu tenho o Garbo, do Barry Paris (comprei novo, pela bagatela de 10,00) e é excelente. Por... - 21-06-2010___ claudi...
Kichutes, Juliano! tens toda razão, tb tive vários. O kichute fez parte de nossa formação pessoal, intelectual e existencial. Q... - 21-06-2010___ Claudi...
Juliana, em relação à Louise Brooks, você só fez atiçar a minha própria vontade! Não conheço nada dela em português, tudo o que... - 21-06-2010___ Julian...
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Boa tarde. Estou procurando p/ comprar uma biografia de LB. Gostaria da do Barry Paris, porém ñ encontro em português. Poderia ... - 17-06-2010___ pamela...
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oi, claudinei, é até engraçado achar que essas mulheres são bobas e que poderiam "virar a mesa" se quisessem... [e a... - 30-05-2010___ Natali...
Gosteii pois mostra Que as Pessoas são todas iguais!Eu era muiito racista hoje vejo que sou igual a todos e que Racismo é para... - 25-05-2010___ lian
O Brasil é um dos poucos países no mundo que não puniu seus torturadores e muito menos aos que traíram a constituição.Esse pode... - 21-05-2010___ ana rü...
ai, claudinei, me deu vontade de ler novamente... puxa, até me lembro do gosto do que comia no momento em que abri o mrs dallow... - 19-05-2010___ Samant...
Podería nos informar os telefones de contato da Editora que imprime a Revista Artigo 5o ??? Aguardo retorno !!! Abraços e ob... - 18-05-2010___ Claudi...
Magali, bacana! Espero mesmo que tenha curtido o Salão de Humor. Vou dar uma passada pelo seu blog. bjs - 18-05-2010___ magali
Achei muito legal, incusive estive la e fotografei. meu blogue: www.magali.fotosblogue.com - 12-05-2010___ Helena
No meu blogue tem tudo do palco (helenahutz.blogspot.com) beijo e té.









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