Desconcertos flanando pela net
Escrito por Claudinei Vieira   
Qui, 27 de Agosto de 2009 08:02
 
 
texto originalmente escrito em junho de 2008, corrigido e atualizado.
 
De vez em quando, por mais que eu me acautele, acabo entrando em uma discussão boba que me aborrece muito, quando alguém diz que não tem nada que preste na internet. Eu suspiro e, quando percebo, digo que basta um pouquinho de paciência para perceber que há sim muita porcaria nas ondas virtuais, digamos coisa muito ruim mesmo!, mas o que existe de interessante compensa em muito. Em geral, recebo uma resposta condescendente de que, ‘como fonte de Informação’, a ‘internet é imbatível’ (embora ‘não confiável’, veja-se ‘os erros da wikipédia’); no entanto, como ‘fonte de criação’ é uma miséria, não existe nada de novo, e etc. Eu suspiro de volta, e geralmente digo que a relação é a mesma de se entrar em qualquer biblioteca (de ‘livros’, de ‘papel’) de qualquer lugar do mundo: a quantidade de merda ao lado de momentos sublimes de literatura deve estar no mesmo nível de comparação com sites de cultura e blogs confessionais.

Sempre me arrependo de discutir isso, pois a questão, no final das contas, não é de encontrar coisa boa ou não pelo mundo virtual. É o próprio gosto de viajar pela net, de descobrir, de garimpar, de procurar. As vezes, topamos com coisas espetaculares (e novas, sim, criativas, sim, mesmo que ainda estejamos no estado primário de aproveitamento, as possibilidades são infinitas, nem raspamos a superfície do que pode vir por aí), e as merdas fazem parte também, algumas são até divertida. No entanto, é pela procura e pesquisa que selecionamos, encontramos e escolhemos o que nos importa, o que nos afeta, o que nos faz bem e tem a ver conosco.

Acompanho por volta de 350 sites pessoais, blogs,ou portais, todos relacionados no meu reader, e quase todo dia encontro espaços novos. Para minha sorte, nem todos atualizam com constância diária. Também na medida do possível dou notícia disso para que os que, como eu, gostam de compartilhar essas descobertas. 

Continuo entusiasmado com uma webcomic, uma história em quadrinhos escrita diretamente para a internet chamada FLATMATE, de Maeve Clancy. A autora (aliás, imagino que seja uma mulher e que seja esta aqui do lado, não consegui achar referências sobre ela no google) (tá, tudo bem, também não fiz uma pesquisa exaustiva, mas de imediato não teve nada, quem souber alguma informação pode me passar) assume esse trabalho como um experimento, para ver como funciona. Simples, traços diretos sem frescuras, desenhado em azul e branco bonitos e tranquilos que valorizam tremendamente os diálogos e a criação de um clima de conversa e troca de idéias, tem como subtítulo “um comic semanal sobre amizade, vida urbana e conversa fiada” e traz exatamente isso. Os personagens são dois cachorros, Sean e Paul, um deles, Sean, com veleidades artísticas, isto é, é escritor, e uma garota de classe média chamada Shelly. Na primeira olhada que dei, sem ler o texto, fiquei receoso de ser mais uma bobagem, mas o desenho limpo me atraiu, comecei a ler e agora fiquei viciado. O melhor de tudo são os diálogos, como disse, muito bem conduzidos, que tratam sobre trivialidades do dia-a-dia quase clichês, e os trata com leveza e sem preocupações de ser ‘engraçado’ ou fazer piadas. E os personagens são tão bem delineados e com personalidades próprias e com suas próprias idiossincracias que se revelam e se aprofundam a cada semana. Vou colocar uma tira aqui, para sentir o clima. Esta trata de uma manhâ de ressaca, após uma noite de muitos coquetéis e batidas.
 
 
 
DILBERT, de Scott Adams, por outro lado não é nada novo, é hiper super conhecido. Sua imaginação é impressionante, sempre há uma tira nova por dia, no mínimo. Seu site é repleto.
 
As tiras de XKCD fazem parte de uma onda atual na internet que provam ser possível criar tiras com humor, inteligência e criatividade sem precisar saber desenhar. Basta o computador, um programa de desenho o mais simples e a vontade de jogar na rede. E, claro, precisa ser inteligente, criativo e divertido. 
 
Mike Draw é exemplo de tiras ácidas, duras, de um humor negro contundente e sarcástico. Esta que coloco aqui é uma das minhas preferidas, é especialmente cruel, mas há muitas mais. A do papa eu também acho o máximo. Já começa pelo próprio título do seu site, See Mike Draw, cujo trocadilho me deixa na dúvida qual é o seu nome realmente. O problema com Mike é que publica muito pouco, por isso, há de se aproveitar quando acontece.
 
 
 
 
Comentários (2)
  • Tati
    Amei a introdução desse post, rsrsrsrsrs... Eu também viciei nisso, daí que quando vc some eu fico p. da vida... Beijo!
  • claudinei vieira  - pinguins
    esses pinguins são o máximo!, também os adoro. naquele site tem mais pinguins, entre outros animais, inclusive os humanos, mas os desta tira em particular sou especialmente fã.
Escrever um comentário
Your Contact Details:
Comentário:
Security
Por favor coloque o código anti-spam que você lê na imagem.

!joomlacomment 4.0 Copyright (C) 2009 Compojoom.com . All rights reserved."

 

Últimos Comentários

RSS Feeds